Thursday, November 06, 2008

Olá, olá,

Após longa e tenebrosa ausência (só para não cair no lugar comum do inverno), cá estou de volta.
Andei carente ultimamente... Bibinha morando na Inglaterra e eu contando com a volta dela em janeiro... mas fui informada não há muito que ela só voltará em fins de março. Joaninha com Ricardo curtindo a Austrália e a Nova Zelândia por três semanas. Bem, pelo menos essa paçoquinha (acabei de aprender que os caipiras de antigamente costumavam chamar as pessoas ruivas de paçoquinhas... ) volta essa noite e amanhã posso dar umas beijocas nela.

Quanto a mim, tenho aprendido a viver a vida, como deve ser vivida. Vivendo e aprendendo, até com as próprias filhas.

Uns dias antes de viajar, a Joana emitiu comentários sobre os meus trabalhos de arte, que reputo como parcialmente corretos: disse que eu era difícil de aceitar críticas (o que eu concordo) e que eu andava fazendo produção em massa de pinturas/colagens muita vezes eram mal-elaboradas, mal-pensadas. Embora eu não tenha concordado com todos os exemplos que ela deu, alguns deles faziam sentido. Em especial um que fiz há algum tempo atrás e que havia começado bem, aplicando uma técnica nova que eu havia criado com tinta acrílica e nanquim branca mas que por falta de paciência acabei modificando e ficou algo realmente mal-acabado... mal ajambrado, por pura falta de paciência. Era esse, lembram-se?



Bem dei a mão à palmatória e resolvi recomeçar o mesmo quadro, dessa vez com mais amor, paciência e cuidado. Refiz todo o fundo em preto, trabalhei daqui, experimentei dali e no fim ficou algo que gostei muito.

Vejam só como ficou.
Pois é, nem dá para acreditar que é o mesmo quadro! Bem, ao mostrar esse quadro para a minha professora de pintura do MUBE e outro (em andamento) empregando a mesma técnica ela ficou ultra entusiasmada e como haverá uma exposição dos alunos do MUBE em Dezembro, ela pediu para eu fazer mais um quadro porém bem maior ou um díptico com essa técnica para ser exposto no fim do ano no Mube ( com direito a catálogo e tudo!!!) Bem... esse sucesso devo pois, de certa forma, à minha paçoquinha, não é?

Bem além desse quadro nesses dois últimos meses, em que trabalhei cada vez menos, pintei cada vez mais e andei fazendo "otras cositas" (depois conto o que mais ando fazendo...) pintei mais alguns quadros. Essa minha "árvore do conhecimento" foi feita em acrílica sobre tela.


Além disso fiz duas telas com técnica mista (acrílica + colagem). O tema é o mesmo (um pouco surreal) pois são varais de roupas sobre o mar, só que um é em um dia brumoso e o outro em um dia claro. Foram dois quadros que me diverti fazendo. Reparem que algumas das roupinha foram pintadas e outras são colagens. Por exemplo, no varal do dia brumoso, há uma cuequinha roxa feita com um selo da Espanha. Olê!


Na calça listada no varal do dia claro apliquei uma bandeirinha do Brasil no bolso do bumbum. Enfim, foi bem divertido trabalhar nesses dois quadros.

Durante o curso no MUBE a professora (Rô) pediu a cada um para construir um quadro com base na obra de um artista mais antigo, um atual e jornais. Começamos a pesquisar livros e catálogos. Foi uma farra... parecia que ela havia dado jujubas para um monte de crianças... Todos começamos a escarafunchar os livros de artistas atuais e mais antigos para criar uma segunda obra e que contivesse jornal (não importa como)! Eu escolhi Matisse (com suas clássicas folhagens e bailarinas) e Ianelli em sua fase inicial (as formas geométricas de sempre e verdes/azuis opacos). Pintei folhas de jornal com pigmentos diluídos em verniz (para dar transparência e muita cor) e cortei bailarinas e folhagens à la Matisse. Essa tela ainda está sendo finalizado (pois apanho MUITO para trabalhar com linhas retas). Assim que ficar pronto eu mostro, OK?
Mas... inspirada nesse quadro com a colagem de folhagens e bailarinos(as) fiz duas outras telas com acrílica, dessa vez com folhagens e bailarinas pintadas (sem colagem /uso de jornais). A primeira, abaixo, ainda lutando com as formas retas... ARGH!

A segunda, uma tela bem pequenina, fiz logo depois quando resolvi deixar de perseguir as formas absolutamente geométricas de Ianelli, mas mantive o fundo de sobreposições com as mesmas cores do Ianelli como base para as folhagens e uma bailarina à la Matisse. Acho que quando esqueço as retas e trabalho mais com curvas fico mais a vontade.

Bem... o outro quadro mencionado, com colagem de jornal pintado, mostro na semana que vem (se ficar pronto), bem como fico devendo contar minhas outras atividades assumidas agora que, a cada dia que passa, melhor aceito a idéia de que quero me aposentar e que realmente estou aos poucos me aposentando. Esta é uma fase maravilhosa, pois ainda mantenho alguma atividade profissional... pero no mucho... e só para clientes escolhidos a dedo...


Ciao!

3 comments:

Anonymous said...

Lúcia,
Para dizer a verdade prefiro as coisas em "still life". Acho difícil captar o movimento dinâmico de uma bailarina em um quadro.
Mas estou impressionado com a diversidade de temas. Vá em frente!

Bjs,
Charles

Bia said...

Eu tb preferi o de linhas retas! estao lindos os quadros, mamita, como vc evoluiu! beijao!

beatriz said...

Parabéns, Lúcia!
gostei muito quadro com fundo preto - nem imagino a técnica, mas para os meus olhos leigos, ele não se parece muito com a "minuta", quer dizer, com o acima dele...;o)
os varais - com cueca filatélica e bandeira na traseira - são leves, divertidos e criativos.
linhas retas não são exatamente fáceis (neste momento, considero-as impossíveis) - mas quando ainda tentava, logo me lembrava que alguém disse, e eu acreditei, q a natureza desconhece ângulos e retas...;o)
beijoca,
beatriz