Monday, April 16, 2007

ARGH.... INEFICIÊNCIA E BURROCRACIA JUNTAS É DEMAIS!

Hoje cheguei até a ter uma taquicardia nervosa.

Como minha mãe tem a forma Hospitalar do Seguro-Saúde Bradesco, como dependente de meu pai, a parte hospitalar da internação dela foi toda paga pelo Seguro Saúde, sem problemas. No entanto os honorários médicos foram por nós pagos e uma parcela poderia ser resgatada pela seguradora. Pequena parcela, mas frente aos vultuosos custos sempre ajuda.


Bem, muni-me dos documentos e relatórios emitidos por todos os médicos ( cirurgião, anestesista, auxiliar do cirurgião, instrumentista, clínico disto e daquilo...blá.. blá) e medirigi à Alam. Santos, (coisa de 20 minutos de táxi do meu escritório) para apresentar os documentos para ressarcimento. Chego lá... e fui informada que os escritórios do raio do Bradesco Saúde haviam se mudado para a Av. Ipiranga... mais 20 minutos do local onde eu estava. Nem para enviarem uma correspondência avisando sobre a troca de endereço! Que falta de consideração e organização!

Mas... cheguei lá... Esperei que um burrocrata se dignasse a me atender e então apresentei tooooodos os relatórios e a carteirinha do Bradesco Saúde de minha mãe.

E não é que eu preciso acrescentar mais uma pá de documentos? Tenho que voltar lá agora com o atestado de óbito de meu pai, o xerox do RG e do CPF de minha mãe, um comprovante de residência de minha mãe, uma carta constando que eu qualifico minha mãe para ser a beneficiária do plano de Saúde de meu pai... a ser assinada por mim e por ela e com firma reconhecida das duas! Ela não se lembra onde tem firma... e mesmo que eu chegue a achar onde ela teve firma... a assinatura mudou tanto que sei lá se reconhecerão. Quem sabe vou ter que me munir de um saco de paciência e tentar treiná-la a assinar meio parecido com antigamente.

Está difícil viver no meio de tanta corrupção. A corrupção é a mãe da burocracia, pois ninguém confia em ninguém... e a documentação para qualquer coisa torna-se infindável.

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Bem... vou parar de ficar brava e pensar em coisas mais palatáveis.

Prometi mostrar mais algumas fotos do apê de Campos, não é?

Pois lá vão.
Aqui é a mini-mesa onde dá para tomar algumas refeições ligeiras e esta outra foto é a mini-cozinha (mas que cabe tudo o que é necessário para o preparo de um café da manhã ou uma refeição ligeira).


Aqui vai o barzinho acoplado à cozinha).


Não sei se mencionei que se trata de um duplex e que no andar inferior ficam o banheiro, o quarto e mais um terraço. Aqui estão as fotos do banheiro e de nosso quarto. Não é uma graça de apê?















E aqui vão mais algumas vistas que temos a partir do terraço do quarto.

Sunday, April 15, 2007

Arts and Crafts... O Retorno da Velha Senhora


Primeiro foi minha viagem para os EUA. Depois foi a queda de D. Zuleima e toda a roda viva que acompanhou o evento.... médicos, hospitalização, exames, sustos... e tendo que me armar com toneladas de paciência.

Depois da tempestade veio a calmaria... mas acompanhada de um vendaval. Foi a compra do apê em Campos e os primeiros passos para lá colocar o basicão.

Mas mesmo assim consegui me dedicar um pouco às minhas artes e desartes, embora bem menos que o desejável. Como tenho um bando de amigas que fazem aniversário entre março e abril, meus artesanatos e artes foram concebidos com destino certo.

Primeiro fiz um presente para a Celi, minha amiga do coração e com quem partilhei tantos momentos de minha vida. Celi fez aniversário em 7 de março.
Fiz este porta-separatas pintado e com colagens em formato de folhas estilizadas, construídas com cópias de artigos que ela mesmo escreveu, resultado do trabalho que desenvolveu em parte durante nossa estadia juntas em London... em priscas eras.. ai que saudade. Uma fotinho da casa em moramos quando estávamos em London, trabalhando para o Public Health Laboratories Service foi ainda incluída. Que tal?





Depois fiz mais uma colagem da série "Vive la Difference".
Foi feita sobre papel pintado com tinta acrílica e letrinhas recortadas de um mapa dos EUA para dar de presente de aniversário para a Regina. Regina fez aniversário no dia primeiro de abril e, como eu, ama as diferenças de idiomas, suas sutilezas, as diferenças de culturas e povos, além de adorar os EUA.

Este fim de semana estou preparando um presente para a Vera, minha outra amiga-irmã. Vera e eu somos amigas há cerca de 50 anos! Vera é a irmã que nunca tive e sempre quiz ter. Amiga do coração. Para Versuhka estou também preparando um porta-separatas ... Fico devendo a foto para quando estiver tudo pronto!
Surprize!

*****

Além de começar a fazer o presente de Verushka, tirei parte da manhã para fuçar nos armários da cozinha e ver o que poderá ser útil em Campos. Consegui arrebanhar um jogo de jantar verde (faltando algumas peças, mas o suficiente para Neal, eu e eventualmente alguma hospedezinha.. ( viu Tchuco? viu Bicó?). My God, tenho este conjunto desde o meu primeiro casamento e acho que ficarão ótimos lá. Havia também um conjunto incompleto de copos que combinam com o jogo de jantar verde e embalei tudo para nossa próxima viagem a Campos (se Deus quiser, no próximo fim de semana).

No rescaldo consegui garimpar um joguinho americano, uma leiteira bem bonita, apoio de pratos, um faqueiro mixuruca (mas bem bonito, comprado na 25 de março e que andava esquecido em uma gaveta esperando por uma festinha) ... E mais um monte de miudezas e utilidades... Não dá para acreditar quanto coisa a gente armazena com o passar dos anos. E de repente aparece uma oportunidade para serem úteis.

Aproveitei o tempo e ainda fiz uma lista dos objetos e utensílios imprescindíveis a serem levados para Campos do Jordão. Gostoso ir montando o apê aos poucos e imprimindo nossa personalidade a ele.

Saturday, April 14, 2007

Aniversário de minha boneca ruiva ...

HOJE é o aniversário de minha boneca ruiva: 29 aninhos! Nem parece.

Acho que por causa do aniversário de minha ruivinha estou uma perfeita cabeça de vento hoje.

Ontem afirmei que iria colocar mais fotos do apê durante este fim de semana aqui no blog. Bah... esqueci de colocar as fotos em meu pen drive (que sempre trago na bolsa) para estarem à disposição aqui de casa. Queria telefonar para minha amiga Lucia Haddad para marcarmos uma excursão à praça Benedito Calixto ( para quem não sabe, lá tem sempre umas antiguidades, misturadas com velharias mesmo e coisas interessantes... questão de garimpar). Não telefonei para ela porque esqueci de carregar meu celular e deixei o carregador no escritório... Ademais, esqueci de trazer a agenda para casa... Enfim, só não esqueci a cabeça porque está grudada...


Bem... tento voltar amanhã. Hora de acabar de me arrumar para a festa de anibersário de minha filha!


Bye!

Friday, April 13, 2007

Tantas novidades e tão pouco tempo para contar tudinho...

Vams tentar ao menos contar um pouco... já que o tempo anda escasso.

No fim de semana do dia primeiro de abril (sem ser de mentirinha) Neal e eu resolvemos passar um fim de semana em Campos do Jordão e eu queria começar a ver um flat para comprar lá. Comecei a levar a sério esta estória de fugir do calorão abrasador de Sampa.

Ficamos numa pousada muito gostosa perto do Vila Inglesa chamada Pousada Villa Tambo. Chalés bem aconchegantes, com lareira e tudo... as donas são mjuito simpáticas e acolhedoras e preparam um café da manhã delicioso. Vale a pena!

Depois de nos acomodarmos fomos à Vila Capivari para visitar algumas corretoras. Após sairmos com um dos corretores para ver quais as opções existentes e dentro de nosso budget chegamos à conclusão que só há em Campos do Jordão dois prédios com flats, os dois pertinho um do outro: o Home Green Home e o Quatre Saisons. Visitamos ambos e chegamos à conclusão que o Quatre Saisons era superior quanto à manutenção e administração e nos concentramos então na busca de um flat naquele prédio. A primeira peneirada foi, pois, muito fácil. O corretor da Marco Muratori nos mostrou três flats de 1 dormitório e um flat de 2 dormitórios. Apaixonei-me de cara por um dos flats de um dormitório, que estava bem ajeitadinho, com excelentes armários e reformas que deixaram o apto. uma graça. No entanto, achei o preço cobrado salgado (R$ 160.000,00). Os outros com um dormitório transitavam entre (R$ 110.000,00 e 130.000,00) e o de dois dormitórios (lindo também) estava na faixa de R$180.000,00.

À tarde fomos com um corretor da corretora Da Vinci ver mais flats no Quatre Saisons. Foi-nos mostrado mais uma vez o tal apê que eu havia gostado e o corretor nos disse que o dono queria R$ 110.000,00. Fiquei logicamente desconfiada de que a Muratori estava querendo lucrar demais... Olhamos outros flats e todos os de um dormitório custavam entre R$ 110.000,00 e 130.000,00, enquanto os de dois dormitórios variavam entre R$ 180.000,00 e 230.000,00, sempre dependendo das condições de mobiliário, armários, reformas etc. Decidimos olhar mais um pouco no dia seguinte... e aproveitamos para passear em Campos um pouco mais naquela tarde.

No dia seguinte, após um bom passeio a pé e um delicioso café da manhã, Neal e eu estávamos saindo da pousada para passearmos mais um pouco e ....eis que surge o corretor da Muratori, esbaforido para falar conosco. Veio nos avisar que o dono do apê que eu havia gostado, mas achado caro demais, estava num aperto financeiro e havia telefonado para eles para baixar o preço para R$ 110.000,00. Continuei desconfiada até o momento em que fui à corretora Da Vinci e fui informada de que o dono do flat que eu havia gostado havia baixado o preço para R$100.000,00, por necessitar urgentemente de grana. Então as coisas estavam batendo...

Voltei à Muratori e ofereci R$ 80.000,00. Disse a mim mesma... se grudar por este preço e se o dono quiser negociar um pouquinho, até um máximo de R$ 90.000,00, já será um bom negócio. Eles queriam que eu oferecesse pelo menos R$90.000,00 para ter margem de negociações, mas eu bati o pé. Resumo da ópera, após verificar com a Élide (minha advogada), se a documentação estava OK comprei o flat gracinha por R$ 87.000,00. Estava tudo nos trinques. Foi um excelente negócio e um investimento em qualidade de vida também!

No fim de semana passado, do dia 7 de abril, Neal e eu estreamos nosso novo ninho nas montanhas. Foi delicioso. Aqui vão uma fotos do lugar. Esta aqui é a vista do prédio onde fica nosso flat. Como podem ver fica lá beeeem no alto da montanha, perto do Vila Inglesa e a caminho do pico do Itapeva. Quem conhece Campos logo saberá que a localização é maravilhosa!
Olhem só a vista que temos do terraço de nosso flat. Não é de tirar o fôlego?






Aqui vai o detalhe da lareira de nossa sala e uma foto da sala que tem um sofá cama, uma lareira, estante para TV, som, livros etc, além de uma mesinha e barzinho junto a uma mini cozinha aberta para o barzinho, toda equipada. Como podem ver, a sala se abre para um bom terraço também!










Abaixo temos agora um detalhe da mesinha da sala de estar onde se pode tomar algumas refeições ligeiras e a estante onde cabe de tudo. O decorador que bolou a decoração do flat foi um gênio de aproveitamento de espaços.





Mais fotos e mais boas novas se eu tiver mais um tempinho hoje ou durante o fim de semana.

Friday, March 30, 2007

Depois da tempestade... é hora de descansar...

D. Zuleima já está bem melhor. Saiu do hospital, já está há quase uma semana na enfermaria da SBA e estará em sua casinha na semana que vem!
Que sufoco... que alívio... Ela já está andando com andador e enquanto está na enfermaria, estamos providenciando uma cama hospitalar provisória (pois não poderá mais dormir/sentar em cama/poltrona baixa). Este fim de semana, finalmente, poderei tirar uma folguinha e fugir do calor abrasador de SP. Vou para Campos do Jordão e se pudesse lá ficaria até o fim desse calorão que nem sequer respeita o fato de já estarmos no outono. Não agüento MAIS! E há quem diga que aquecimento global é coisa inventada. Essas devem ter memória muuuuito curta.

Fuui...

Thursday, March 22, 2007

Cansei... o cansaço de ontem explicado

Interrompi ontem o relato de minha viagem por me sentir cansada... Achava que era um resfriado, mas estava tentando me enganar. Na realidade era cansaço por ver minha mãe hospitalizada, o vai e vem de hospital, o verificar se tudo está funcionando direitinho, se o tratamento está sendo adequado, se nada foi esquecido. Enfim, não se bobeia, mesmo ela estando em um excelente hospital (o Albert Einstein).

D. Zuleima levou uma queda há uma semana. Quedinha que seria boba, do sofá para o chão, mas na idade dela a quedinha boba é o mesmo que cair de dois andares. Ela quebrou o colo do fêmur e foi operada na sexta-feira. A cirurgia transcorreu bem, assim como o pós-operatório imediato tanto na UTI como em seguida no quarto. Mas depois, entrou em confusão mental por conta da anestesia, sedativos, analgésicos e Deus sabe o que mais. Desde ontem começou a melhorar bem e já estava razoavelmente lúcida (tanto quanto antes da cirurgia), começando a andar, com auxílio de andador, fazia direitinho a fisioterapia respiratória, começou a se alimentar bem; enfim, todos acreditavam que ela sairia do hospital na sexta-feira. Entretanto ela começou a desenvolver uma taquicardia, que pôde ser controlada com medicação. Hoje de manhã a freqüência cardíaca atingiu cifras altas demais (180 bpm) e ela teve que ser removida para UTI, onde pode ser melhor monitorada. Acabo de voltar de uma visita à UTI e verifiquei que sua freqüência cardíaca embora ainda alta está um pouco melhor (ao redor de 110 bpm). D. Zuleima voltou a ficar mentalmente confusa. Acho que essas idas e vinda de um quarto de hospital para a UTI e vice-versa deixou-a muito atrapalhada. É como um bebê que não entende direito o que está acontecendo e fica confuso quando têm que sair de seu habitat.

Mais sobre D. Zuleima, sua filha e assuntos mais amenos quando puder ou necessitar me desabafar...

Wednesday, March 21, 2007

De volta... Voltando... De novo de volta

Pois é, amigos. Estou de volta da viagem que fiz aos EUA. A viagem foi boa apesar de alguns percalços.

Após três dias em Fort Myers, Neal e eu pegamos um resfriado bravo. Como minha sogrinha (Thelma) anda fraquinha, com problemas de asma e enfisema, além de uma idade avançada, decidimos sair da casa dela e irmos para um hotel, evitando assim que ela se contagiasse. Funcionou.

Em Fort Myers comprei um novo notebook! A Compuserv estava com alguns notebooks em promoção e apesar da compra de um notebook novo não estar em meu script de viagem, não resisti. Considerei que meu HP estava já meio capenga e a ponto de desfalecer a qualquer momento e resolvi dar um descanso a ele. Comprei um Acer para o qual pedi para colocarem mais memória. Ficou um super Acer com 2 giga de memória RAM. Ainda estou instalando os programas, mas muita coisa já funciona às mil maravilhas. Imaginem que com a colocação da memória extra e tudo o notebook ficou em cerca de 980 USD. INACREDITÁVEL. Bem... chega de conversa de nerd.

Minha sogrinha, como sempre uma graça. Eita velhinha divertida! Quisera eu chegar à idade dela tão espertinha. Como diz o Neal... o fato de nos darmos tão bem vai contra todas as regras de relacionamento nora-sogra.

Em Fort Myers, mesmo com o resfriado tentando o tempo todo me derrubar, aproveitei para ir à Ross e a Bells. São dois outlets uóótimos e lá aproveitei e comprei todos os presentinhos... Com um pouco de faro compra-se coisas ótimas por um precinho bem camarada. Aliás, com o dólar baixo como está começa a valer a pena fazer compras nos EUA... Aproveitei também e dei um pulo na Michael’s. Michael’s é uma cadeia de lojas com unidades imensas em todo o país e que comercializa tudo o que você imagina (e mais um pouco) para fazer artesanato e arte. Um paraíso para mim, que ando me iniciando em artesanatos e colagens/pinturas. Lógicamente lá comprei uns "brinquedinhos" para mim.

Daí seguimos para a Califórnia para visitar a June e as crianças, em Simi Valley, uma cidadezinha no Vale do San Fernando, localizada na parte norte da grande Los Angeles. June, a primogênita de Neal é uma pessoa muito doce, porém frágil, tanto do ponto de vista físico como emocional. Apesar de termos tido alguns percalços nos primeiros anos de meu casamento com Neal (ciúmes de filha...), nossa relação foi aos poucos melhorando e especialmente neste encontro nos tornamos bem mais próximas. Como o relacionamento dela com a mãe dela foi rompido há muitos anos e ela só tem más recordações da mãe... ela praticamente me adotou como mãe dela, algo muito confortador para nós duas. As QUATRO crianças dela são ótimas, em especial Melissa, minha “neta” favorita. Da mesma forma que Junie, e como elas nem sequer conhecem a avó, elas me adotaram de avó... e que gostoso... me chamam de grandma. Convidamos as crianças (uma de cada vez, of course) para passarem um tempo conosco em SP. Acredito que Melissa poderá vir em futuro não longínquo, o que seria ótimo!.

Infelizmente durante nossa estadia Junie não estava bem, e uma sinusite brava a atacou. Ou seja, até este ponto da viagem sempre um de nós estava adoentado... Oh well ....

De qualquer forma a estadia foi divertida, principalmente junto com as crianças: Chris, um menino compenetrado... a meu ver compenetrado demais para a idade (13 anos). Melissa, 9 anos, uma genuína tagarela e ultra-sociável.. Rebeca, uma bonequinha que observa e escuta tudo o que ocorre ao seu redor, presta atenção a tudo... mas é mais tímida e reservada (5 aninhos) e ... last but not least... Joey, o terrível, que com seus dois aninhos não pára quieto um segundo sequer. Joey uma garotão forte e extremamente ativo (será hiperativo?) é engraçadíssimo e seu “brinquedo” favorito é o aspirador de pó. Vuuum... Vuuuuuum....


O resto da viagem e do que vem acontecendo por aqui atualmente contarei mais tarde. Estou cansada e me sentindo resfriada novamente. Sei lá se é um novo resfriado ou uma recaída do anterior.

Tuesday, February 20, 2007

Terça-feira gorda de 2007 – Dona Flor expõe!

Sim... sim... sim... Mais uma vez andei desaparecida... Muitos projetos de trabalho, artesanato e colagens...
Hoje, terça-feira gorda, resolvi atualizar um pouquinho meu blog... mas só um pouquinho pois estou com um monte de coisas a fazer ainda hoje.

Em primeiro lugar vou mostrar algumas de minhas últimas “obras primas”... mais obras que primas... As obras de Dona Flor...

Este primeiro quadro fiz para Neal, que teve o peito de largar os EUA, onde viveu praticamente durante toda a sua vida, para seguir esta louca brasileira que aqui escreve. Neal já está no Brasil há quase 10 anos. Quando criança adorava trenzinhos elétricos, mais tarde uma de suas paixões era pilotar monomotores e sempre gostou de canetas e relógios antigos... entre outras antiguidades... entenda como quiser, afinal já sou sexigenária... digo sexagenária.
Neal sempre se dedicou à informática. A régua do tempo tem a data de nascimento dele na extremidade esquerda e minha assinatura na direita. Segundo Joaninha isto significa que a vida dele terminou quando me conheceu... Durma com um barulho desses!

O quadro a seguir foi feito pensando em Charles. Quando as crianças eram pequenas jogávamos xadrez quase todas as noites e nos fins semana. Eu abandonei o “vício” mas Charles continuou jogando por anos a fio, na maioria das vezes com meu paizinho.
Charles tem também outros vícios... como a natação, o jogging e durante uma época gostava de estudar e aprender estatística. Mas sua grande paixão sempre foi, e sempre será, nossas pequeninas. Vou mandar emoldurar quando voltar de viagem e dar o quadro para ele.

Viagem.... Aviso aos navegantes! Na quinta-feira Neal e eu partiremos para os EUA.

Ficaremos inicialmente uma semana na casa de minha sogrinha em Fort Myers (Flórida). Fiz para ela um quadro bem bonito, mas já está embrulhado em plástico-bolha para viagem. Quando estivermos lá o Neal vai tirar uma foto e eu penduro aqui.

Depois seguiremos para a Califórnia. Visitaremos Junie (a primogênita de Neal) em Simi Valley e para ela fiz este porta-guardanapos representando uma família com quatro filhotes... que é o caso dela! Benza Deus!

Provavelmente passaremos algumas horas em Frazier Park (nas montanhas entre LA e Bakersfield), onde Edward, o caçula de Neal, está morando.... com a mãe dele. Então existe boa probabilidade de eu acabar conhecendo a ex do Neal. Mulher é bicho curioso... e neste aspecto sou bastante feminina...

Last... but not least...Neal e eu vamos nos encontrar com Jennifer, a filha do meio do Neal (e, cá entre nós, a minha favorita) para quem eu fiz esta caixinha de jóias. Ao vivo ela é mais bonita pois aparece o envelhecido dourado e não esbranquiçado como na foto.
Jennifer, o marido dela (Matthew), Neal e eu faremos um pequeno cruzeiro pela costa da Califórnia até o México! Tem tudo para ser bom!

Pois é gostaram? Algum palpite ou sugestão para novos projetos?


Bem... vou parando por aqui pois parece que hoje não é meu dia para mexer no computer. Prece que tudo dá errado. Vocês nem imaginam o tempão que levei para fazer esta mísera página...

Monday, January 15, 2007

A busca de Joaninha

Joaninha está buscando sua independência, busca colocar os pés mais no chão, busca mais equilíbrio e maturidade. Joaninha busca e eu tento ajudá-la nessa busca.

Acho essa busca saudável e quase necessária. Isso vem acontecendo de dentro para fora e de fora para dentro.
De dentro para fora pouco posso ajudar... mas de fora para dentro estou acompanhando-a na procura de moradia própria.

Ontem saímos juntas para ver apartamentos e flats. Foi um momento muito bom (apesar de cansativo nesse calor horroroso) podermos estar juntas e construindo seu futuro. É bom... muito bom ajudar minha pequena ruiva.

Daqui a pouco vou aproveitar a calmaria de trabalho e com ela visitar mais dois ou três imóveis. Depois... se trabalho não houver, parto para minhas experências com colagens...

Monday, January 08, 2007

2007 - primeiros dias

Faz um tempão... eu sei.. eu sei... Mas cá estou de volta, agora em 2007. Ao olhar para trás só posso dizer que 2006 foi bom, muito bom.

Em 22 de dezembro minha caçulinha querida chegou de Londres para passar alguns dias conosco. Ela está tão bem que dá gosto. Os dias em que ela esteve aqui transcorreram rápido demais e ontem ela partiu, de volta à sua terra adotiva. Foi com um apertinho no coração que deixamos Bia no aeroporto.

Hoje de manhã acordei um bocado ansiosa... e assim continuo. Não sei definir bem o porquê. Pode ser pela partida de Bia (e eu já deveria ter me acostumado com esses vai e vem) ou se porque Joaninha e eu andamos conversando bastante sobre a futura mudança dela de casa, compra de seu apto., conselhos que dei a ela sobre modus vivendi... atritos que tive com ela sobre o abuso do celular... bagunça que ela arma na casa... etc... Ou seria porque tenho várias coisas a acertar aqui em casa e no escritório, quem sabe por eu também começar a pensar em novo estilo de vida a adotar após a saída de Joana... Sei lá... Só sei que acordei ansiosa. Fazia tempo que eu não sentia isso. Acho até que eu estava Zen demais ultimamente e o normal seja o que estou sentindo agora.

***

Agora, quero mostrar a vocês algumas das colagens/quadros que produzi ultimamente.

Primeiro o quadro que fiz pensando em Joaninha, o qual batizei de “O cenário de Joana”.

Sei que tem alguns defeitos técnicos, como vocês podem observar aqui ao lado. Um doce para quem me disser onde estão esses defeitos. Quem quiser procurá-los é só clicar sobre o quadro e poderão vê-lo ampliado... Reflete a vida de minha ruivinha, seu amor pelo teatro, sua índole tão sociável e apegada a valores familiares, a psicologia e seus pacientes – pessoas comuns ou não tão comuns – sua necessidade constante de estar se comunicando....

Este outro é uma composição de diferentes vasos (simples ou preciosos) e diferentes flores... das de papel de jornal a sofisticadas rosas, em diferentes escalas sociais, o qual batizei simplesmente de “Vasos e flores”.



O terceiro quadro que produzi ultimamente foi uma primeira tentativa de fazer um pouco de arte abstrata. Gostei do resultado e quem sabe de vez em quando possa brincar com essas idéias. No começo havia imaginado simplesmente em fazer linhas verticais que fossem particularmente aprazíveis aos olhos. Mas quando ficou pronto mais parecia uma estante com livros. Ficou pois “Livros”





And last... but not least... Fiz um quadro em branco e preto para Bia levar para Londres. O quadro “Bia”, mostra o perfil de minha filha mirando pela janela a chuva de letrinhas e construindo seus pensamentos/interesses freqüentes, atuais ou passados.

Bem... acho que me redimi da ausência escrevendo um bom naco de texto.

Até a próxima!

Wednesday, December 06, 2006

Arts and Crafts # 2

Continuando...
Aqui já ousei um pouco mais e fiz uma composição (Composição No. 1) usando colagem de partitura e flores sobre um fundo pintado com guache. Este eu já gostei bem mais do que os anteriores.





E aqui usando mais uma vez uma partitura (como a partitura é plasticamente bonita, não é?) fiz uma espécie de catarse, representando a criança que quer jogar amarelinha ou brincar com sua boneca mas tem que enfrentar a partitura... Quem me conhece bem saberá o que significa este quadro...



Este, último, na minha opinião é o mais interessante. Não sei se será possível visualizar aqui... mas eu já pendurei na parede de casa! Trata-se da diferença de idiomas, formas texturas, salve todas elas!
Arts and Crafts by Lucinha...

Olá!

Gente faz um mês que não escrevo "coisalguma" aqui!



Bem... como disse anteriormente, ando louquinha fazendo minhas colagens e artesanatos: caixinhas, cache-pots e por aí vai... Os artesanatos venho aprendendo um pouco com uma professora e um pouco fuçando por conta própria. Gente... é um novo mundo que se descortina. As colagens... os artesanatos... como me divirto com esse novo "hobby"!

Aqui vão algumas de minhas primeiras "obras primas" em termos de artesanato...
Acima é um porta-jóias de madeira, revestido internamente com camurça que fiz para minha mãe. Trata-se de pintura acrílica e colagem e até agora é o arteasanato que fiz e que mais gostei.


Este segundo é um cache-pot de madeira envernizada, pintado e com efeitos de mosaico obtidos ao rasgar uma foto de neve contra vidro.


Esse é um outro cache-pot, pintado em acrílico e com découpage de rosas nas quatro faces.


E, por fim um porta-jóias pequenino em marron com craquelê cor de rosa; no centro colei a figura de uma menina dançando e emoldurei com massa para modelar que depois pintei com cor de ouro velho.


Agora uma amostra de meus quadros:



O primeiro que fiz, Lembranças de Portugal é este aqui à direita. Ainda com cara de principiante total... Afinal foi o primeirão! Trata-se de colagem simples de souvenirs da viagem que fiz com Bibinha: passagens de "autobus", "de comboio", lembrança do Castelo de Sâo Jorge onde encenavam peças de teatro, uma foto típica com roupas penduradas. Enfim... Lisboa.



Este outro, o Mar Revolto, foi o segundo. Tentei fazer um mar revolto usando uma mistura de colagem de pedaços de papéis rasgados de diferentes cores e guache.

Os outros mostrarei amanhã ou mais tarde... parece que o blogger está de mal comigo.. ;-(

Monday, November 06, 2006

Minha eterna volubilidade... minha eterna volúpia em ter novas experiências e conhecer novas coisas... Isto já me levou a arrependimentos...alguns sérios. Felizmente, muitas vezes resultaram em alegrias e conhecimentos advindos de novas visões de vida que de outra forma não teria.

Um exemplo pequeninho... não daqueles que (acredito eu) mudaria muito os caminhos escolhidos por esse vasto mundo chamado vida. Há alguns meses eu comecei um curso de tradução literária. Fiquei ultra-entusiasmanda. Adorava o curso que estava fazendo. Nisso tive que interromper por razões as mais variadas, principalmentne por causa de meu tratamento para as dores nas costas e depois por causa da viagem à Europa. Nesse meio tempo fui à tal da exposição de colagens que já mencionei anteriormente. Fiquei doidinha. Eu adoro artes plásticas, mas sou um terror para desenhar. Nas colagens achei que finalmente poderia dar vazão a meu desejo de fazer algo com as mãos e que eu, talvez, poderia extravasar as imagens que às vezes me vêm à mente e que ao mesmo tempo agradasse aos olhos.

Comecei a visitar papelarias e ver o que as pessoas faziam com scrapbooks (para ter uma idéia inicial de técnicas, colas, tipos de papel, etc. ). Visitei sites na internet sobre o assunto e no Orkut me filiei a grupos que apreciam a arte da colagem, para ver o que poderia aprender... e finalmente com o vale-presente da Amazon books que ganhei de minha sogra e cunhados resolvi investir em livros sobre colagens e artesanatos.
Gente! Que novo mundo para mim se abriu! Venho aprendendo a cada dia um pouco mais sobre as possibilidades, materiais, e tudo o que se relaciona a colagens. Aí comecei a por a mão na massa. Inicialmente fiz um quadro pequeninho sobre a viagem que fiz com Bibinha a Portugal. Nada de extraordinário... mas foi meu primeiro trabalho. A seguir fiz uma colagem que reflete uma praia qualquer. Misturei com um pouco de guache e já ficou algo mais elaborado. Neste fim de semana fiz uma composição que ficou bonita, usando partitura musical, flores e um fundo de guache.
Pretendo fazer outras com este mesmo tema de flores e partituras musicais mas com outras jogadas e idéias.

As idéias de composições a fazer brotam da mente em enxurradas... e o momento de botar em prática essas idéias é puro prazer.
Este fim de semana foi pródigo em alegrias ao espírito. Além de dedicar um tempão do fim-de-semana às colagens, seja pondo a mão na massa ou aprendendo cada vez mais com os livros sobre o assunto, acabei de ler um livro muito bom: "O Leitor" (de Bernhard Schlink), presente que havia ganho em meu aniversário de Charles. Quem não leu... recomendo. Vi um final como poucos vistos: " O Ano em que meus pais saíram de férias" ABSOLUTAMENTE IMPERDÍVEL.
E ontem à noite comecei a ler um livro que já me pegou: " O Livreiro de Cabul", de Asne Seierstad, uma autora norueguesa que viveu um tempo entre os afgãos e mostra o cotidiano da vida afgã e a dura realidade feminina lá existente. Estou adorando! Foi ou não foi um foi de semana e tanto? Ah... e para encerrar nada como fechar com chave de ouro e não se esquecer dos prazeres da carne... ou dos peixes... Neal e eu fomos jantar em um restaurante japonês.

Tuesday, October 31, 2006

Amigos... amigas...

Quem deve receber a honra de ser chamado de amigo? Sim, ter um amigo não é para qualquer um. Ser amigo não é tão simples e requer um coração aberto, uma sinceridade que pode até ser lacerante, mas também uma sensibilidade tal que conhece quando o coração do amigo está em condições de cicatrizar após o arranhão que nele demos e quando esta cicatriz até fará bem a ele, embora ele não precise jamais reconhecer isso.

É estranho pensar em minha amizade com Caty. Vem do tempo em que éramos adolescentes. Mas mesmo a distância física não apagou a amizade. Ainda confidenciávamos... ainda sabiamos coisas uma da outra que poucos, quem sabe ninguém chegou saber.

Na mesma semana em que Caty se foi houve um almoço com colegas de trabalho. O lugar era lindo, o Museu da Casa Brasileira, e a comida saborosa. Estávamos comemorando o aniversário de Lúcia, minhá xará e a quem venho me sentindo cada vez mais próxima. Uma nova amizade que vem sendo construída aos pouquinhos.

Mas, durante o almoço senti um gosto amargo ao ver entre os convivas uma pessoa que há alguns anos julgava que poderia chegar a ser minha amiga.. quem sabe até pensei que era minha amiga... mas que um dia conclui que lhe faltava sinceridade, que sobrava outros interesses, que sobrava ganância, que faltava generosidade e que faltava aquela mornidão que aquece o coração dos verdadeiros amigos. É muito triste ver a amizade morta... mas é mais triste ainda ver que a dona da amizade ainda viva morreu.

Monday, October 30, 2006

Sim... faz muito tempo que não apareço por aqui.

Notícias tristes...

A saúde de Caty vinha degenerando mas alguns dias ela se sentia melhor e eu escutava a voz firme e decidida dela... Outras vezes a voz era fraquinha, ela mal conseguia falar e já não era mais a mesma Caty que por tantos anos conheci... que sabia rir, que sabia amar. Ela vinha sofrendo demais com dores, alimentação parenteral e vômitos toda vez em que tentava comer algo. Para falar a verdade eu chegava até a rezar para que tudo isso acabasse logo. Era difícil ver minha amiga sofrer tanto. Caty tencionava vir ao Brasil, provavelmente para morrer aqui. Mas não houve tempo hábil. Agi, irmão de Caty foi buscá-la... e iriam embarcar naquele triste 18 de outubro. Faleceu poucas horas antes de ir viajar.

Seu corpo foi cremado lá mesmo e suas cinzas, a seu pedido serão espalhadas pelo Oceano Atlântico... o mar que ela tanto amava.

Caty faleceu no dia 18 de outubro, dia que jamais esquecerei. Coincidência. Foi ela quem me apresentou a Charles, foi ela a testumunha de meu casamento com Charles e o aniversário de Charles é no mesmo dia: 18 de outubro.

Na sexta-feira, 26 de outubro, durante a cerimonia religiosa de Shabbat foi prestada uma homenagem a Caty durante o serviço de Shabbat. Foi muito bonita e acredito que se Caty pudess ouvr ela daria aquele sorriso característico dela, em que os olhos sorriem junto e duas covinhas se formam em suas bochechas.
***
Está em tempo de eu retomar esse blog.
Fiquei um tempão semi-imobilizada por causa do ossinho de meu pé quebrado. Então foi uma época bem aborrecida. Mas passou... e cá estou eu já andando e até começando com alguns exercícios , como por exemplo hidroginástica e Pilatis, que não exigem esforço do pé em segurar meu peso... que aliás aumentou um bocado com a imobilidade...
Acho que aos poucos vou me animar e voltar a escrever...
Até breve.

Sunday, September 24, 2006

Uma despedida em grande estilo de Londres...

Malas feitas e trancadas... e eu prontinha para ir embora... Flávia gentilmente me ajuda a descer a escada com as malas e eis que quando chego ao último degrau dos dois lances de escada torço o pé, assim sem mais nem menos, escuto um trrrrekkk e sinto uma dor lancinante. Por uma fração de segundo pensei que não ia conseguir dar mais um passo sequer... Que iria perder avião... Mas armei-me de coragem, tirada Deus sabe de onde e continuei ao encontro do táxi que me levaria para Three Rivers, onde a Ana Luiza estaria me esperando. Cheguei a Three Rivers, e Ana me levou para a casa dela, me apresentou ao Winston e ao George... dois gatões, na verdadeira acepção da palavra.


Depois do jantar e de um bom papo, Ana e o marido, Gerry, me levaram para Gatwick, donde partiria meu vôo para Lisboa e daí para Sampa. No aeroporto pude comprar uma meia imobilizadora para meu pé, tomei um ibuprofeno e isso ajudou um pouquinho.... mas só um pouquinho. Depois de longa e dolorida espera no aeroporto até poder despachar as bagagens, dirigi-me ao serviço de segurança para mostrar que não sou bandida, terrorista, traficante, não carrego nenhum líquido, maquilagem, etc... ou seja lá o que estiverem a procura de. Mal me aguentava com as dores no pé acidentado e a fila para passar pela segurança era enorme. Calculava que ficaria na fila durante pelo menos uns 45 minutos... e o pé doendo... e o pé doendo. Com tamanha dor, resolvi pedir gentilmente ao segurança que tomava conta da fila que me deixasse passar à frente e mostrei o pé inchado, explicando a situação. Resposta que me deixou boquiaberta: NO. Expliquei melhor e disse que eu estava doente! Resposta: "You stay sick in queue!" Eu não acreditei que pudessem ser tão arrogantes e inflexíveis. Pensei então em pedir para uma pessoa da fila me deixaria passar à sua frente. O homenzarrão falou em alto e bom som: NO! Berrei então bem alto mesmo, dirindo-me ao segurança e ao homenzarrão: "I always believed Brit were nice, polite and understanding people. Now I have the proof this is a myth" ... ao estilo roda a baiana... Agora vejo que a coisa foi meio temerária pois eu poderia até ter sido presa... Mas às vezes o sangue sobe à cabeça...

Bem... fui ao fim da fila onde fiquei conforme calculado uns bons 45 minuto. Mas ... a vistoria da segurança é realmente uma piada... tirei sapatos, abri o notebook... deixei a bolsa passar pela esteira de raios x... e se eu fosse uma terrorista que transforma baton em algo explosivo (como eles temem)... a coisa já estaria pelos ares, pois levei não apenas um mas sim TRÊS batons. Então para que tamanha palhaçada?

Depois da maravilhosa temporada em Londres com minha pequeninha tive de fato uma saída em alto estilo, não? ...

Tuesday, September 19, 2006

Os últimos dias em Londres com Bibinha
Tenho dedicado meus últimos dias a trabalhar umas 2 a 3 horas por dia (de forma a não ficar louca ao chegar...) mas também aproveitei bem a companhia de Bibinha e programas juntas.

Na quinta-feira, depois de comprar passagens para Three Rivers em Victoria Station e passear um bocado, fui jantar em um restaurante indiano com Bia. Eita coisa boa... Comida boa e companhia boa... quem pode querer mais?


Na sexta-feira fui ver uma exposição de jóias confeccionadas por diferentes joalheiros para a Tiffany desde 1837 até 1987. A exposição mostra as jóias por joalheiro e vi que uma das mais recentes (e bem bonitas) é a de Paloma Picasso. Interessante ver que alguns joalheiros eram fissurados em jóias sobre insetos (borboletas, em especial), outros em flores (sendo as orquídeas especialmente bonitas). Utilizando o mesmo ingresso pude visitar ainda o Gilbert Collection. Embora a exposição de jóias tenha sido maravilhosa, a Gilbert Collection me encantou ainda mais, em especial os quadros feitos com micromosaicos (cerca de 2 mm cada!) e as caixinhas de rapé utilizadas no passado. Segundo ima inscrição, um verdadeiro lorde deveria ter quase 1 caixinha para cada dia do ano. Eram caixinhas em ouro e diamantes, em pedras preciosas, em laca e pedras, em prata e pérolas, em madrepérolas, em marfim e nas mais variadas combinações e desenhos. Um mimo!

Sabadão chegou e fui com a filhota ao Globe Theatre, á beira doo Tâmisa. Trata-se da reconstrução do teatro (que havia sido incendiado e teve que ser reconstruído, tanto quanto a memória permitia) onde muitas das peças de Shakespeare estrearam, por isso também chamado Shakespeare Theatre. Joaninha teria adorado a visita. Fizemos uma visita guiada pelo teatro e foi bem interessante ver o teatro... embora o preço do “tour” tenha sido salgado para o que apresentava. Neste fim-de-semana estava havendo um festival ao longo do Tâmisa , com corridas de barcos pelo rio e inúmeras coisas acontecendo ao longo do Tâmisa. Passeamos feito loucas, mas as multidões atraídas por tantos eventos eram enormes, o que tornou o passeio muito cansativo... que pena... gostaríamos de ter ficado mais por lá... mas nem as costas, nem os pés agüentaram andar devagarinho. Gozado... cansa muito mais ficar andando devagarinho, a passos curtos, olhando aqui, parando acolá, fica de pé mais um pouquinho, do que andar a passadas largas e rápidas.

No domingo rumamos para Trafalgar Square, onde havia uma comemoração dos 350 anos da comunidade judaica na Inglaterra. Shows, danças coros... comidas judaicas. Ficamos lá um tempo assistindo tudo, comemos umas comidas judaicas que não estavam lá essas coisas, comprei uma corrente com uma estrela de David para Bibinha. Curioso observar como Bibinha vem abraçando o judaísmo cada vez mais. Passeamos um pouco mais ao longo do Tâmisa, vendo a continuação dos festejos e voltamos cansadas e felizes...

Ontem segunda-feira, depois de faxinar o banheiro, lavar as roupas de cama, passar um aspirador no quarto de Bibinha ( que por enquanto é meu...) e arrumar a mala com o que não mais vou usar, decidi visitar o Tate British Museum, dedicado exclusivamente a pintores ingleses, havendo uma ala exclusiva para Turner. Uma beleza.

Hoje, resolvi ter um dia calmo. Estou escrevendo para vocês.... depois vou trabalhar um pouco e mais adiante devo fazer um passeio a pé, mas não longe daqui. Amanhã rumo para a casa de Ana Luiza (que é perto de Gatwick) e na madrugada devo pegar o vôo para Portugal e de lá para á velha (ma non troppo) Sampa...

Até lá!

Thursday, September 14, 2006

Um dia em Kingston e uma tarde no palácio de Buckingham

Na terça-feira acompanhei Bibinha ao hospital, para ela fazer um exame de sangue (coisas de rotina). Ah.... quem me dera que os hospitais públicos brasileiros fossem assim... Moderno, limpo, sem confusões. Aqui sabemos para onde vai o imposto de renda pago pelos cidadãos... Estou cada vez mais com vontade de deixar o Brasil. Se Lula vencer, esta poderá ser a melhor opção para nosso futuro.

Depois seguimos para Kingston, que é uma belezinha de cidade, bem vizinha a Londres. Vi o lugar onde Bia trabalha e depois fui passear pela cidade. Uma longa parada no Primark, onde comprei um presente para minha mãe e coisas para mim. Preços de banana! Podem imaginar um suéter de lã boa para minha mãe por 5 libras (cerca de R20,00)? Calcinhas para mim por 1 libra? Um suéter para Bia por R$ 6 libras, e assim por diante?

A seguir um longo passeio ao longo do Tâmisa... e voltei para me encontrar com Bia. Voltamos para casa e pronto!

Ontem, quarta-feira, como vi que meus clientes já estão reservando horários resolvi trabalhar um pouco antes de sair, de forma a ter um tempo livre no Brasil para resolver o problema do roubo do carro ... Mais uma vez... Brasil....

Depois me encontrei com Ana Luiza e uma amiga dela e visitamos o Buckingham Palace, aberto para visitantes e com uma exposição das roupas e jóias reais! Passeamos depois pelos magníficos e imensos jardins do palácio. Valeu!

Aguardem mais notícias a qualquer momento...

Monday, September 11, 2006

E quem disse que não faz calor em Londres?


Aproveitando o calorão que desanima sair a qualquer lugar, vou atualizar vocês um pouco mais e com roupas as mais sumárias possíveis. Na sexta-feira fui a Camden Town (um bairro em área ao norte do centro de Londres). Uma passadinha no Camden Market e outra no Camden Lock Market, tomou-me a tarde toda. O turista desavisado não deve confundir as duas áreas. Candem Market é um mercadinho que vende roupas baratas e é dirigida basicamente a turistas. Já o Lock Market tem coisas mais interessantes, com artesanatos locais, brechós, comidas típicas e objetos de todos os países (... inclusive sandálias havaianas - as legítimas! – brasileiras, a preços escandalosamente altos).


No sábado de manhã, gloriosamente ensolarado, Flávia, Bibinha e eu pegamos um barco em Westminster, ao som das badaladas do Big Ben, e descemos o Tâmisa, em direção a Greenwich. Que passeio lindo! Vimos todas as pontes do trecho, os edifícios, todos comentados por um membro muito engraçado da tripulação. Descemos em Greenwich, conheci antigos “house mates” de Bia e depois fomos almoçar. Depois percorremos o Mercado de Greenwich que tem artesanatos lindos mesmo! Muito melhores que os de Candem Town. Quem quiser artesanatos bonitos, bem bolados, embora não muito baratos, vá a Greenwich. Em seguida passeamos um pouco no parque e é lógico que tivemos que tirar umas fotos no famoso relógio de Greenwich, com um pé no ocidente e outro no oriente do planeta... Muito original.... Visitamos o telescópio, mas já estávamos tão cansadas que resolvemos não ver o Museu Naval, que pelo que ouvi falar, acho que Neal adoraria!

Chegamos à Oxford Street, tomamos um café e rumamos para ver Sinatra! Quanta expectativa! Eu que acho Sinatra um dos homens mais charmosos do planeta estava ultra ansiosa para vr um belo musical sobre a vida de Sinatra... pontuada com suas canções! Mas... o musical em si foi um pouco decepcionante. Deu-me a impressão de coisa para turista e um pouco de picaretagem. Combina fotografía, dança e música, mas só mostra Sinatra no telão, com excelentesa truques fotgográficos. Ei esperava um baitra cantor fazendo o papel de Sinatra... e metgade do espetáculo fica-sze a ver o telão... All the way? No... no way...

Domingo foi um dia que começou tarde... domingão que começou com gostinho de preguiça... Muito calor! Bibinha, Flávia e eu fomos a Kew Gardens. É o Senhor Parque-Jardim. Apesar do adiantado do verão ainda havia rosas, além de flores da temporada, como begônias. Visitamos inicialmente o Palm House, uma estrutura de vidro que contém a recriação de diferentes florestas tropicais. Passeamos um tempão no Princess of Wales Conservatory, composto por vários zonas com diferentes microclimas, começando por plantas de deserto, até climas ultra-umidos onde havia uma ninféia amazônica gigante, Aloe vera e várias plantas carnívoras. Aproveitamos que Flávia é uma ecologista e aprendemos mais um pouco com ela.

Depois de uma lanchinho por lá mesmo, as meninas compraram vasinhos com ervas para a casa delas e voltamos.... mais uma vez exaustas... Estava ainda muito calor mesmo no fim da tarde...


Nesta segunda-feira de manhã está um calor do cão aqui em Londres e decidi ficar mais tempo em casa. Já faxinei o quarto de Bibinha e resolvi lavar minhas roupas de verão que acreditava eu só iria usar em Portugal. Melhor lavar rapidinho! Vai fazer calor nos próximos dias e vou precisar dessas roupas, e arquivar na mala as de meia-estação ou de frio. Vou aproveitar o dia de hoje para ficar quieta por aqui... continuar a ler (pela segunda vez) “O Apanhador npo Campo de Centeio”de Salinger... Excelente companhia para um dia como hoje...

Saturday, September 09, 2006

Algumas de minhas peripécias desta semana... Só algumas... quase impossível contar tudo
Na segunda- feira rumei para Leicester Square (onde é possível comprar ingressos de teatro mais barato) para comprar ingressos para ver Sinatra. Comprei... ou melhor... acho que comprei... vejam mais adiante o que aconteceu ... Depois fiz um passeio pela região de Leicester Square, o pedaço de Londres onde há mais teatros por metro quadrado que já vi em minha vida. Por outro lado, por ser uma região com muitos turistas, é muito americanizada, pois só havia Burger King, Pizza Hut, Starbook Café, Friday’s, e todo a parafernália de restaurantes norte-americanos. Estiquei minha caminhada até Picadilly Circus (onde fica a famosa estátua de Eros), uma caminhada por Picadilly Road, uma rua cheia de “archades” centenáriaa e podres de chique, e depois, de volta fui a Covent Garden.
Covent Garden é uma região muito interessante. Lá acontece todos os dias um mercado de antiguidades, de objetos usados e de artesanato. No mesmo pátio do mercado, artistas mostram seus talentos: comediantes, cantores... enfim... é diversão para uma tarde inteira.

Voltei para casa exausta e como sempre feliz. Bibinha chegou e depois Flávia e eu acompanhamos Bia e assistimos o treino de natação dela. Apesar de ter ficado um tempo sem nadar, ela continua ultra em forma! Até o treinador dela (um bonitão) comentou isso!


Terça-feira, 6 de setembro – Havia decidido andar pouco pois sabia que iria ao teatro à noite e queria ter um dia mais calmo. Fiquei em casa pela manhã e tive a experiência de lavar o banheiro, coisas que não fazia há muitos anos... Pois é, no primeiro mundo temos que abrir mão de certas regalias do terceiro...

Decidi que iria apenas a Brick Lane, uma área tipo Bom Retiro, onde também no passado era reduto de judeus e se tornou uma área de exposição de novos estilistas, ainda sem fama, por isso com precinhos “acessíveis” (digo isto entre aspas por ser acessível do ponto de vista dos britânicos). Peguei o metrô para Whitechapel, onde pretendia trocar de linha para ir até a estação segunte, Shoreditch, que fica na boca de Bricklane. Desci em Whitechapel e qual não foi minha surpresa ao ver um cartaz que a linha para Shoreditch estava desativada. OK... vamos a pé e aproveitarei para saber ocomo é Whitechapel. Ao sair da estação do metrô, vi que havia aterrisado na terra dos muçulmanos! Havia um mercado bem em frente que vendia aquelas roupas de muçulmanos e indus. Um festival de cores, mas como praticamente não havia pessoas brancas por lá... decidi andar rapidinho até Brick Lane. Uma baita caminhada... Lá chegando reparei que as primeiras quadras de Brick Lane são ainda de muçulmanos, muitos de Bangladesh. Inúmeros restaurantes, por sinal com aparência limpíssima, oferecendo comida típica da Índia e de Bangladesh. Infelizmente ainda não estava com fome, caso contrário teria experimentado. À medida que caminhava por Brick Lane, e a partir de uma antiga cervejaria que lá existe, começa a parte mais estilo Bom-Retirense. Havia coisas interessantes, mas apenas para mocinhas e bem magrinhas ... Nada para uma sessentona manequim 44-46... Após Bricklane encaminhei-me para o metrô em Liverpool Station, pois não vi nenhum ônibus que fosse para as bandas que eu conheço.

Já que estava no metrô que passaria por Notting Hill, desci ali e dei uma voltinha. Como estivesse cansada resolvi voltar para casa. Li um pouco, cochilei mais um pouco e então Bia chegou para irmos ao teatro... ver Sinatra.... ao menos foi isso o que planejamos.


Dirigimo-nos então a Leicester Square para assistir o mjusical sobre a vida de meu cantor preferido. Antes fomos jantar num restaurante Thai em Leicester Square. Que delícia de comida! Mas ... de repente... eu comecei a sentir uma baita coceira na garganta e Bia começou a esfregar o narizinho que estava coçando. Nós duas começamos a tossir e TODAS AS PESSOAS DO RESTAURANTE TAMBÉM. Foi hilário. Por que? Porque o casal na mesa ao nosso lado pediu um prato com algo “spicy” que fez todo mundo começar a tossir compulsivamente. Parecia uma comédia. Após o jantar nos dirigimos ao teatro...e quando lá chegamos, seguindo o mapinha que dão para a gente ao vender os ingressos .... era o teatro onde estava passando C hicago! Eu havia comprado errado. Em vez de Sinatra comprei Chicago. Dá para vocês sacarem o porque disso? Porque uma das músicas mais famosas de Sinatra é Chicago... e aí... para eu errrar foi uma palavra só... Bem, de qualquer forma assistimos a Chicago e valeu a pena mesmo!!! ESPETACULAR. A artista que faz o papel de Roxy é uma ruivinha que lembra MUITO a Joaninha. Uma comediante nata!

Na quarta-feira, não tive dúvidas. Voltei a Leicester Square e comprei os ingressos para assistirmos Sinatra no sábado.


Quinta-feira – Minha colega tradutora e amiga, Ana Luiza me ciceroneou por um bando de lugares, a maior parte não muito visitados por turistas. Inicialmente fomos à região dos “Inns of Court”, a região das cortes, leis e advogados, com edifícios do século XV. Há advogados e advogadas por todos os lados. Livrarias sobre direito, roupas apropriadas para advogados e até as perucas que eles ainda usam na corte.

Na mesma região visitamos Temple Church, construída pelos templários no século XIII e que hoje faz parte do roteiro turístico do Código da Vinci...

Visitamos ainda a St. Bride’s Church, a igreja dos dedicados às letras, em cuja cripta há resquícios de igrejas anteriores, que ali existiram. Foi nessa região, em especial na Fleet Street, que teve o início da imprensa britânica e onde os primeiros jornais e editores se instalaram. Almoçamos em um pub muito interessante, que havia sido um banco. O porão, onde ficam os banheiros, era o local dos cofres! Realmente vale a pena visitar esses banheiros.

Nessa mesma região visitamos o Sir John Soane’s Museum. Uma casa inacreditável! Soane foi um famoso arquiteto (ele projetou o prédio do Bank of London) e legou sua casa à nação, com a condição de que nada poderia ser alterado. Ele foi um catador de obras de arte, excentricidades, utilidades e inutilidades. A casa está literalmente forrada de obras de arte, das mais variadas origens. O prédio em si já vale a visita, com suas clarabóias por onde a luz é filtrada das formas as mais surpreendentes. Cheia de surpresas, como por exemplo uma porta coberta por um quadro e que se abre para outro quadro. No chão do porão está um enorme sarcófago egípcio.

Depois de tudo isso, nada mais justo que tomarmos um bom café com bolo. Fomos ao Nero Café (uma rede conhecida de cafés), pedimos dois cafés e duas fatias de cheese cake, e começamos a nos deliciar enquanto continuamos nossos papos. De repente vejo Ana se levantar rapidamente e olhar ao seu redor pelo chão.... a bolsa dela havia sumido. Logo em seguida ela bateu com os olhos na bolsa, já no chão, debaixo da mesa ao lado. Ela calmamente disse “Sorry , this is my bag” enquanto o cara da mesa ao lado saia rapidinho do café. Pois é, em terras da rainha também temos que ficar atentos às bolsas e bolsos....

Depois do episódio vimos como os ricos vivem, dando uma passada em Fornum & Mason, uma das lojas mais exclusivas de Londres, dedicada apenas a objetos de decoração de casa e artes. Passeamos a seguir mais um pouco, atravessando o St. James Park e em seguida o Green Park, passamos em frente ao Palácio de Buckingham e rumamos para Victoria Station. Mais uma passadinha na seção de “groceries” do Marks & Spencer...e nos despedimos para um novo encontro na semana que vem. Cansada e feliz.

Encontrei Bibinha e decidimos comer com Flávia no Mamagawa, deliciosa rede de comida oriental. Quem sabe a melhor comida oriental que já experimentei em minha vida, por um preço razoável.

Vou deixar para contar o fim de semana mais adiante.

Friday, September 08, 2006

Primeiros dias de muita felicidade em Londres!

Quem disse que a melhor cidade do mundo é Paris ou New York ou Rio de Janeiro? Ledo engano. Cidade interessante, bonita e que dá gosto viver é LONDRES. Estava certo Caetano Veloso ao escrever a música London London, reverenciando essa cidade.

Bem, vamos às peripécias.

Na quarta-feira passada (dia 30 de agosto) acordei me sentindo um lixo. Tomei um chuveiro para afastar os vírus e os maus espíritos, preparei um café para nós três e resolvi acompanhar Flavia até a estação de metrô mais próxima, para, ao menos, aprender como começar a me virar. Aprendi onde fica o supermercado e a farmácia (Boots) mais próximos e comprei um Oyster (um cartão que permite andar de metrô ou ônibus quanto quiser durante uma semana, e sai mais barato que comprar cada passagem individualmente, além de ser mais rápido pois não é necessário comprar um ticket para cada viagem).

Pela manhã então fiz umas compras para a casa no supermercado e no Boots (toneladas de lenços de papel...). Aí vi que embora deliciosa, a vida de Bibinha não é tão fácil assim.... Pegar o metrô e voltar para casa carregando algumas sacolas de supermercado não é mole... e para quem já estava mole, pior ainda.

Cheguei em casa, guardei as coisas e resolvi ficar quietinha e ao abrigo das intempéries, ao menos durante a maior parte do dia, e cuidar do resfriado. Um cliente havia me procurado para fazer um pequeno trabalho e eu havia aceitado para entrega na sexta-feira. Resolvi pois aproveitar que estava de molho e que não seria aconselhável sair, para adiantar quase a metade do trabalho. Pois é... se a vida te dá um limão... façamos uma limonada!

Almocei em um restaurantezinho italiano simpático em frente da casa de Bia. Comida boa, precinhos salgados para nós, pobres mortais que ganham em reais ou mesmo em dólares... Tenho que me acostumar a não pensar em reais, pois se assim for, não faço nada!

Fui dormir exausta... Bia havia decidido dormir com Flávia e me deixar sozinha no quarto dela, não só para não pegar meu resfriado, mas principalmente, creio eu, para fugir de meus roncos... Mas... eis que Bibinha me acorda, vindo com os olhos esbugalhados e o telefone na mão e meu coração já havia saltado pela boca apesar de ela falar “Mãe, não aconteceu nada... não aconteceu nada... mas seu carro foi roubado e é a Joaninha no telefone”. Joaninha, minha pequena toda nervosa... desesperada e sem saber que eu estava calma, surpreendentemente calma. Provavelmente eu me sentia tão miserável com o resfriado e ao mesmo tempo tão aliviada em saber que era apenas um problema material e que seria ressarcida pelo seguro, que nada me abalou. Demorei para dormir, mais preocupada com o nervosismo de Joaninha que com o roubo do carro propriamente dito. Na realidade, como estava pensando em viver sem carro mesmo, ao chegar no Brasil trato da papelada frente ao seguro, espero a grana, aplico-a e tento um novo “modus vivendi”.


Na quinta feira, 31 de agosto, acordei ainda bem resfriada e resolvi ficar em casa de manhã. Acabei o trabalho para meu cliente nos EUA e só. Almocei em casa mesmo e depois que a Flávia chegou, fomos para Somerset House.

Trata-se de uma construção belíssima do século XVIII com um enorme pátio interno donde brotam dezenas e dezenas de fontes de água. Ali estavam crianças a brincar de maiô... OMIGOD, só crianças inglesas para estar de maiô com aquela temperatura. Não que estivesse frio... mas também não estava quente o suficiente para deixar crianças brincando naquela água gelada. No inverno congelam aquele pátio para as pessoas patinarem no gelo. Teria valido a pena o passeio se fosse só para ver o prédio. Somerset House abriga o acervo do Courtauld Institute of Art, a Gilbert Collection e o Hermitage Rooms. Escolhemos ver a Galeria de arte do Courtald.


Gente... que beleza de arrepiar. O forte da Courtald são os impressionistas embora também haja alguns pós-impressionistas como Kandinski, Leger e um tal de Oscar Kokoshka, que nunca vi antes e também não faria falta. Lá ficamos horas a fio vendo Monet, Manet, Pissaro, Toulouse-Lautrec, algumas das bailarinas de Degas, Cézanne, e o famoso retrato auto-retrato de Van Gogh com Orelha Enfaixada. Pretendemos voltar lá para ver o acervo da Gilbert Collection (artes decorativas) e que, no momento também expõe jóias da Tiffany datadas desde 1837. Voltamos para casa. Flávia ia sair com um amigo e Bia e eu decidimos nesse dia jantar em um restaurante chinês que também serve comida tailandesa... deliciosa!


Na sexta-feira, eu já me sentia bem melhor do resfriado e decidi pegar um metrô logo de manhã para ir ao Science Museum. O Science Museum fica numa área em que há vários museus, inclusive o de História Natural e o Victoria & Albert Museum. Todos em prédios lindíssimos do século XVIII, creio eu.

Apesar da criançada e das avós que as acompanham e insistem em explicar tudo alto a seus netinhos, valeu a visita ao Science Museum. É enorme e só me foi possível ver bem o terceiro, o quarto e o quinto andares, mais voltados para medicina e ciências biológicas. Muito bonita a exposição sobre a história da medicina. Dei ainda uma corridinha pela área de computação e matemática. Ali vi toda a trajetória da computação, desde os primeiros computadores enormes. Foi engraçado observar que os especialistas daquela época se vangloriavam do tamanho dos computadores (o computador naquela época deveria ocupar cerca de 30 metros quadrados!) e de sua “espantosa” velocidade de cálculos, o que para nós é feito até por calculadoras de bolso. Passei depois na lojinha do museu onde continuei a me divertir e tive que me conter para não comprar um monte de coisinhas interessantes. Comprei um gadget para Neal ( ele é louco por gadgets) . Para mim, compre dois panos de limpeza ecológicos bárbaros. Evitam o uso de substâncias químicas de limpeza. Basta umedecer e voilá... tudo pode ser limpo com esses paninhos. Vou deixá-los em meu escritório para limpar computers e o que mais for necessário. Depois do museu, passei ainda no supermercado para encher um pouco mais nossa geladeira. Quando cheguei em casa (pois é quase sinto que também é minha casa!) passei um aspirador no quarto de Bibinha e dei uma limpada na cozinha e no banheiro com o famoso paninho. E não é que funciona às 1000 maravilhas ?
Quando Bibinha chegou do trabalho, preparei um jantarzinho para nós duas e ficamos quietinhas em casas, lendo e vendo TV... Conforme o sotaque de quem fala na TV tenho dificuldades em entender. Esse negócio de falar “plice” para “place” e coisas assim, além de expressões locais me confundem bem.

Fui dormir cedo... cansada e feliz por ver tantas coisas interessantes.


Sábado, dia 2 de setembro... tempus fugit! Já estamos em setembro. Acordei com uma recaída do resfriado e uma baita enxaqueca. Imediatamente pensei “Merda! Justo no sábado que eu pretendia passear com Bibinha!”. Mesmo assim me levantei, tomei um bom chuveiro, um Tylenol, um café forte e como me senti então ligeiramente melhor resolvemos sair assim mesmo. Pegamos o metrô, descemos em Charing Cross e loguinho ao lado estava tendo uma baita liquidação de sapatos. Lógico que Bibinha e eu não resistimos. Eu comprei um sapato marinho e gelo lindinho que me custou apenas 7 libras e Bibinha um sapato italiano marron para trabalho por 12 libras. Nem no Brasil compraríamos por esse preço. É que aqui, quando há liquidação os preços são realmente bem baixos. Há estações definidas e assim ao término de uma estação eles renovam tudo mesmo. Não é como em SP que faz calor em julho e frio em dezembro... Saimos da loja felizes da vida com nossas novas aquisições e rumamos para Trafalgar Square.

Em Trafalgar Square estava acontecendo um festival em prol de instalações, mecanismos de facilitação da vida e trabalho para deficientes. É admirável como eles tentam apoiar e facilitar a vida dos deficientes. Seria bom se no Brasil houvesse essa mesma preocupação Fomos visitar então a igreja de St. Martin-in-the-Fields, uma igreja do século XVIII, muito linda e sem os rococós das igrejas católicas.

Depois descemos à cripta da igreja, onde havia uma lojinha e onde Bibinha comprou uma lembrancinha para o pai.... e meu presente de aniversário. Um lindo conjunto de caneta tinteira (à moda antiga, em que você coloca a pena que quiser) com penas e tinta. AMEI!!

Encontramos então com uma amiga de Bia, e rumamos as três para a National Gallery. Lá... almoçamos e tomamos mais um delicioso banho de impressionistas, com direito aos famosos girassóis de Van Gogh e sua memorável Cadeira Amarela, pontilhismos de Seurat (maravilhosos), além de pintores ingleses – óbvio – como Turner. Saímos de lá exaustas mas em estado de graça...

Resolvemos ainda percorrer Charing Cross Road, a rua das livrarias de Londres. Aquilo é de deixar qualquer um louco. Imaginem que há livrarias que vendem EXCLUSIVAMENTE livros sobre casos verídicos de crimes! Outras que vendem só livros policiais e de terror. Outras, só arte e nada mais. Isso sem contar com as enormes livrarias gerais, como a Foyle`s, que durante muitos anos foi a maior livraria do mundo, mas acho que agora é apenas uma livraria muito grande... mas não a maior do mundo.

Lá, Bia e eu ficamos horas fuçando nos livros. Fui para a seção de livros sobre artesanato e anotei os títulos de todos os que me interessaram, para encomendar da Amazon, usando os vale-presente que minha sogra e cunhados me mandaram de presente de aniversário. Vai ser uma maravilha! Fomos a outra livraria (Soho Book Store) que vende livros a preços irrisórios. São livros novos, mas seus preços são muito inferiores aos impressos na contra capa por terem pequenos defeitos, como por exemplo uma borda com uma manchinha ou um arranhão leve na capa. Lá Bibinha achou um livro ultra-interessante para dar para o pai... e eu comprei um outro para o Neal. Adivinhem o que havia no andar de baixo da livraria ? Uma sex shop! Que mistureba... cultura e sexo.

Depois desse sábado bem agitado resolvemos ter um domingo mais tranquilo. Logo de manhã fomos para Richmond, um subúrbio “posh”de Londres. Visitamos o local e notei que as casas dos ricos ingleses são muito diferentes do que vemos no Brasil ou nos EUA. Como o país é pequeno, o preço do centímetro quadrado é muito alto e por isso os jardins das casas são praticamente inexistentes ou inexistentes mesmo. Isso jamais aconteceira em um bairro de classe A no Brasil ou nos EUA, com suas dimensões continentais. Para contrabalançar o parque de Richmond é ENORME. Calculo umas 20 vezes maior que o Ibirapuera. Andamos, andamos e andamos durante várias horas e não conseguimos cobrir sequer 1/5 do parque. Tem um estilo de fazendão, com vegetações as mais variadas, animais soltos pelo parque e chegamos a ver grupos enormes de veados. Mas enormes mesmos. Atravessavam as ruelas e todo mundo tinha que deixá-los passar. Um deles, que liderava uma fila de veados, começou a andar bem devagarinho, como se estivesse desafiando os carros que queriam andar pelas ruelas. Era uma veadagem de dar gosto...

Mais... muito mais notícias em breve... Hora de sair e aproveitar o frio banhado pelo sol do verão londrino

Thursday, September 07, 2006

Diário de viagem

Do Brasil... direto para o Hotel D. Manuel em Lisboa. Cheguei exausta. Um descanso e a espera ansiosa para encontrar com Bia. Finalmente ela chegou (um pouco atrasada pela palhaçada do aeroporto de Heathrow o que redundou em atraso no vôo. Quando nos vimos a alegria foi tão grande que não conseguíamos parar de pular uma em frente da outra, como duas adolescentes.

Bibinha e eu tivemos férias fabulosas em Portugal!

Lisboa é linda ... as vielas pitorescas, os castelos antigos (aqui se respira história), as vistas que temos em cada curva das ruas e dos castelos, o Tejo se encontrando com o mar... inesquecível.

Ah... a comida é deliciosa, mas a inteligência portuguesa é, de fato, antológica.
Logo no segundo dia em que esávamos em Lisboa, uma portuguesa gorda praticamente sentou no colo da Bia, porque o "elétrico" (que é o bonde deles) estava cheio. Bia tentou cutucar a bunda dela.... mas sem muito sucesso.


No sábado fomos visitar o Castelo de São Jorge, que fica na colina mais alta de Lisboa; lá há construções fenícias, romanas e muçulmanas. Há vestígios de construções do século VI AC! Em certo momento entramos em um átrio, em cuja entrada estava um inglês a tocar música renascentista que nos perseguiu por quase todo o Castelo. Lá dentro, um teatro ao ar livre e no momento está sendo exibido um Festival Internacional de Máscaras e Comediantes.

Tentamos ver o Castelo de Belém, mas chegamos tarde demais e só pudemos ver por fora. Mesmo assim valeu. Fica bem na foz do Tejo, de onde partiram as naus de Américo Vespuccio para a descoberta das Américas. Vista inesquecível!

Os dois dias que se seguiram foram, mais uma vez maravilhosos. No domingo, passamos o dia nas praias da região. Fomos primeiramente a Cascais, lá pegamos duas praias (água gelada!!!!) e passeamos pela cidadezinha. As praias são bonitas, mas não se comparam às nossas. Na primeira praia visitada, vejam só, havia um concurso de natação de cães... Eram todos de uma raça chamada "Portuguese Water Dog" e quem nos informou isto foi a dona de um dos cães, que era inglesa.. acabo de ver que o nome da raça em portugês é... é.... é... quem adivinha? ... é.... tchan tchan tchan tchan... cão d’água português. Cascais é sem dúvida uma "Guarujá" lusitana. Em seguida fomos caminhando até a cidade vizinha, Estoril, outra pequena cidade de gente bem abonada. Lá fica o maior Cassino da Europa. Depois fomos a um terceira cidadezinha praiana, Carcavelas (que eu insisitia em chamar de Carcarejos; essa estava mais para Praia Grande... com farofeiros e tudo o que tínhamos direito: choro de criança, berros de uns africanos (falando um idioma que não entendíamos patavina...) além de brasileiros, que é o que mais tem aqui em Portugal. À noite, foi difícil achar algo aberto. Tudo fecha aos domingos em plena capital de Portugal! Finalmente encontramos um restaurante aberto...


Hoje fomos a Sintra. MARAVILHOSA. Sintra é uma pequena cidade, nas montanhas, cheia de ruazinhas tortuosas, fresquinha e com cheiro de plantas por todo o lado. Antiquíssima, com construções e castelos que datam dos muçulmanos e mouros. Inicialmente visitamos o Palácio de Sintra que era o castelo de refúgio de verão dos reis de Portugal. Almoçamos como rainhas e depois fomos para o Castelo dos Mouros, bem no alto da montanha. Bia e eu bobeamos e começamos a subir a pé a estrada que leva ao alto, em vez de pegarmos o “autobus”, achando que era pertinho. Gente! Que caminhada íngreme! Subimos e subimos e subimos durante duas horas. Finalmente, chegamos ao Castelo e a vista de 360 graus que de se descortinava pagou qualquer preço. Vista de todo o vale, chegando até à costa.


No último dia que passamos em Lisboa (terça-feira, dia 29 de agosto) , fizemos um passeio ao Parque das Nações, situado na parte mais oriental da cidade, margeando o Tejo. Esta é uma nova Lisboa: moderna, rica e ali aconteceu a Expo 98. Fica perto da nova ponte Vasco da Gama. Fizemos um passeio ao longo do Tejo e ao longo de jardins em estilo ultra-moderno. Pegamos um teleférico que nos permitiu ter uma visão geral do complexo. Fazia um calor medonho nesse dia. Mesmo assim nos armamos de coragem, descemos do outro lado e voltamos caminhando... e suando... Paramos numa feira que acontece todo o verão, com barraquinhas de diferentes países e comnprei um presentinho da África do Sul para Joaninha.

A seguir, rumamos para o Hotel, arrumamos as malas e fomos para o aeroporto.
Quem quiser ver fotos de nossa viagem a Portugal, vá para .... não.. não .... não é o que vocês estão pensando... o site onde bibinha coloca fotos.


Bem... naquela mesma noite de terça–feira, dia 29 de agosto, aterrisamos em Londres... Malfadada chegada. Filas imensas, em vários zigue-zagues, para mostrar a documentação. Todas as pessoas ao nosso redor de mau humor. Bibinha preocupada pois no dia seguinte deveria acordar cedo para ir ao trabalho... e sabem como é... o primeiro dia de trabalho após uns dias de féiras sempre é atabalhoado. Eu ensaiando um resfriado e ficando meio mole... Após passarmos pela imigração, pegamos nossas malas, que por sorte estavam passando na esteira de malas exatamente no momento em que chegamos ao “baggage claim”, e imediatamente rumamos para a estação de metrô de Heathrow. Mas qual não foi nossa surpresa ao batermos com a porta na cara. Um grande aviso dizendo que por “problemas técnicos” os trens de Heathrow não estavam funcionando. Pois é... em terras civilizadas essas coisas também acontecem... Daí bateu o desespero pois se voltássemos de trem para pegarmos um metrô na cidade, a rede de metrô para casa já teria fechado. Nisto surgiu do além um motorista de táxi paquistanês já com um freguês e perguntou se queríamos rachar a viagem com o freguês. Sairia 35 libras para nós duas e outro tanto para o freguês que estava indo para não muito longe da casa de Bibinha. Fizemos as contas e achamos que seria a única solução viável...

Chegamos em casa sãs e salvas... e exaustas. Mas... mesmo assim deu para eu ver como era gostosa a casa de Bibinha. Um amor. Toda clarinha. Mais parece uma casa de bonecas Pequeninha mas muito ajeitada. A “flat mate”de Bia, a Flávia, foi ultra-simpática e queria nos agradar de qualquer maneira... mas eu estava tão mole, já com o resfriado, que só queria deitar e dormir.
Pobre Bibinha... como eu estava resfriada eu ronquei ainda mais que o usual... e ela não dormiu bem.

Tuesday, August 22, 2006

Felicidade

Sinto-me tão feliz nesses últimos dias, que tenho até medo de olho gordo... Sei lá se existe ou não. Será?

Quarta-feira... encontrei-me com Celi, Eva e Vera. Três amigas... não, elas não são minhas amigas. São minhas três irmãs. Trabalhamos juntas na USP durante mais de vinte anos. A vida universitária foi boa, mas depois de me aposentar o que mais sinto falta é da companhia constante de minhas três irmãs. Como sempre falamos de tudo e até esquecemos da hora... Falamos da vida na Universidade, falamos sobre nós mesmas, sobre o que lemos e vimos, trocamos confidências e dicas, e falamos bastante sobre homens, maridos e ex-maridos.

Na sexta-feira resolvi dar um pulo no ateliê do tal do Tide Hellmeister... e continuei a babar as obras dele. Acho que ao voltar da viagem vou fazer uma pequena loucura e comprar uma de suas obras.

Troquei breves palavras com Hellmeister e fui informada que, a partir de outubro, ele pretende formar pequenos grupos e ensinar sua arte de colagens. Bem que eu gostaria de fazer esse curso, mas temo que esses cursos sejam muita areia para meu caminhãozinho. Afinal ele já participou de Bienais e tem o nome feito como artista. Acho que devo começar com um curso mais básico, daqueles voltados para bugres em artes plásticas, como eu... Gostar ou querer é uma coisa, poder é outra. Nem me venham com essa estória de querer é poder...

Outra coisa que contribuiu para me sentir feliz foi ter falado com Caty e sentido sua voz firme, como em outros tempos. Ela me pareceu bem menos deprimida, rindo e encontrando alegria nas pequenas coisas da vida. Sei que isso não será duradouro, mas mesmo assim foi bom escutar uma voz mais otimista (... ou resignada...) . Caty deve estar na fase de aceitação.

O fim de semana foi gostoso apesar do resfriado de Neal. De manhã passeamos pela Vila Madalena, com ruas íngremes, lojinhas às mais diversas e um clima à la Montparnasse tropical. Restaurantes donde emanam cheiros dos mais variados temperos, rodas de samba que se abrem logo após o almoço...

Como o brasileiro é criativo! Quanta coisa bonita nas lojinhas de artesanato! Preciso voltar lá noutro dia, quando o Neal estiver mais disposto a caminhar. É gostoso conversar com os "vilamadalenses", ver o que fazem, gente do bem...

À tardinha fui com Miriam, vizinha e amiga, ver um filme imperdível: "Fred e Elsa". A história de amor de dois velhinhos que se conhecem quando estão com cerca de 80 anos. O filme poderia facilmente ter enveredado por uma seara de pieguice, mas em momento algum isso aconteceu. Uma espécie de comédia, mas com momentos tocantes, o que torna o filme simplesmente adorável.

Domingo foi meu aniversário. Pois é... para quem não sabe, completei 63 anos. Foi bom acordar com um beijo de parabéns do Neal. Dele ganhei um vale presente da Livraria Cultura e flores com um cheiro delicioso. Bibinha então com aquela voz de menina me telefonou de Londres... Mais tarde, Joaninha acordou e ganhei mais seis livros! Ela conhece bem meu gosto e acertou em cheio. Mais tarde Charles veio nos visitar e ... lá recebi eu mais um vale presente para escolher o que quiser na Livraria Cultura. Ah... e no dia seguinte recebo um e-mail da minha sogra e cunhados, enviando mais um "gift certificate" da Amazon Books. Meu Deus, agora tenho com o que me divertir por um longo tempo.

Joaninha, Neal e eu fomos almoçar no Applebees e estava delicioso. Daí, voltamos para casa, enfurnei-me no sofá e fiquei lendo "Diário de um fescenino” de Rubem Fonseca. MUITO bom! Recomendo a quem ainda não leu. Enfim, é impossível se sentir infeliz quando rodeada por tanta gente amada e tendo momentos tão bons.

Aiaiai, chego até a estar melosa.

Hoje, terça-feira... acabo de almoçar com amigas (Lucia Haddad, Sonia Violeta e Jo) no Jardim Aurélia. Companhia agradável, comida gostosa, papo interessante... Que posso querer mais? Agora, resta-me organizar esta escrivaninha, fazer uma lista do que levar para a viagem e voar para Portugal, onde me encontrarei com meu bebezão. Tanta coisa boa acontecendo na minha vida que chego a perder o fôlego.

Reparo que quando estamos felizes escrevemos de forma mais superficial, praticamente como um diário de bordo, talves chegando a ser desinteressante. Será que a profundidade, a capacidade de melhor exprimir nossos sentimentos ocorre mais facilmente, ou é mais comum, em momentos de introspecção, tristeza, aflição ou nostalgia?

De Portugal ou da Inglaterra devo mandar notícias....

Fui!

Tuesday, August 15, 2006

Colagens... clonagens... e a coragem?


Há poucos dias estava eu me lembrando de minha coleção de selos, há tanto tempo esquecida em estantes e gavetas. Pensei como seria bom aproveitar esses selos e montar uma colagem, um quadro, uma coisa bonita. Parece que as coisas aparecem na hora certa... ou a gente fica mais atenta quando está envolvida em determinado assunto...

Pouco depois caiu em minhas mãos um número da Veja que mencionava uma exposição de colagens. A obra do artista Tide Hellmeister me atraiu já na revista.

Sábado foi um dia como poucos. Senti-me enriquecida ao visitar a galeria de artes mencionada (Area Artis), que fica, aliás numa das ruas mais encantadoras de São Paulo, a rua Normandia em Moema.

A coleção de Hellmeister é pura magia e poucas vezes me senti tão enfeitiçada quanto no sábado. Surpresa... surpresa... no catálogo da exposição estava escrito que as obras dele estão sob exposição permanente, não longe de casa, e que ele ministra cursos para grupos que trabalham com ele mesmo!!!

Quanta coincidência... parece que algo inexplicável está me puxando para esse caminho. Pilho-me a pensar o tempo todo em papéis, pincéis, tintas, cortes e recortes... cores e jogos de palavras que quero expressar visualmente.

Imagine que no meio da noite comecei a pensar no jogo de palavras que gostaria de colocar como fundo de uma obra ...

Negócio nego nega ócio cio ócio nega negócio... oi só!

Irei visitar a exposição permenente dele e ver se ele teria a paciência de ensinar sua arte a uma novata, que mal sabe escrever com caligrafia decente... Quero fazer colagens, não clonagens... mas terei coragem?
**********

Todos falando sozinhos...

Há alguns meses atrás, se eu visse qualquer pessoa falando sozinha pelas ruas, diria que devia ser louca, atormentada ou senil...Mas reparem que o número de pessoas sós e “fora de seus perfeitos juízos” conversando, aparentemente consigo mesmas, pelas ruas vem crescendo. Será que tem havido mais e mais loucos perambulando pelas ruas?
Nah, nah, nih, nah, nah.... é o uso crescente dos tais “bluetooth”!
E eu que sempre fui tão moderninha, das primeiras a aprender a usar com eficácia um computador, começo a achar um exagero essa onda comunicativa...

Tuesday, August 08, 2006

Conversas - Observações - Minhas filhas... meu orgulho

Desde que entrei na casa dos 60, pilho-me a pensar mais e mais na idade. Não tanto na velhice em si, mas na idade que avança e no que ela acarreta, física, intelctual e emocionalmente. Estou às vésperas de completar 63 anos.... Pois é, outro dia estava conversando com a Regina Alfarano, uma colega e amiga muito engraçada e com que me dou ultra-bem. Estávamos papeando sobre as mudanças que vêm ocorrendo em nossos corpos com o passar dos anos. Eu comentei que é sabido que todos começam a ficar mais baixos após os 40. Os 40 já se passaram há um bom tempo para nós duas eu disse a ela que da última vez que fui ao médico fiquei atônita! Em vez dos meus 165 a 166 cm ele disse que eu media 162 cm! Aí ela se saiu com essa...

- Menina! E não é que eu venho percebendo que o chão tem estado cada vez mais próximo de meus olhos!

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Moro no Itaim, onde tudo pode ser resolvido a pé, tudo é pertinho, inclusive meu escritório. Começo a achar uma grande bobagem manter um carro que fica a maior parte do tempo na garagem de casa. Com o dinheiro da venda do carro rendendo mais de 1% ao mês e sem as despesas de IPVA, seguro, gasolina/álcool, revisões periódicas, estacionamentos, etc. posso muito bem pegar um táxi quando necessitar e ainda vai sobrar uns trocados. Além do mais, tenho me acostumado cada vez mais a caminhar, sempre que possível.

Conversando com Graça, psiquiatra e amiga querida, comentava sobre esse plano de vender meu carro.

Continuamos a conversar e contei a ela que havia começado um blog e que de vez em quando gostava de colocar por escrito o que vejo, o que gosto, o que penso e tantas coisas mais.

E o papo continuou por um bom tempo, sobre uma série de coisas. Mais adiante estava comentando que embora eu tenha duas mãos esquerdas para desenhar ou para artesanatos, sempre tive vontade de fazer coisas bonitas. Disse que como sei que jamais conseguiria desenhar algo decente, e que não se parecesse com uma garatuja (como minha própria caligrafia), estava querendo aprender a fazer colagens. Tenho boas idéias e, modéstia à parte, bom gosto... e quem sabe esse tipo de coisa daria certo comigo e preencheria esse desejo de “fazer coisas bonitas” com minhas próprias mãos.

E contei ainda que vinha tentando achar mais tempo para cuidar de mim mesma e de fazer as coisas que gosto: tempo para hidroginástica, Pilates, massagens, escrever, dedicar mais tempo para minhas leituras, deixar minha casa gostosa, viajar...

Graça, com toda a sua perspicácia, abriu meus olhos para algo que nem havia passado pela minha cabeça... Disse ela: “Você sabe o que está acontecendo com você, Lúcia? Você está mudando o foco de sua vida. Em vez de somente fazer coisas que podem ser aversivas, você está tentando ter uma vida mais prazeirosa. Você não está atualmente trabalhando para sustentar (ou ajudar a sustentar) uma família, mas sim porque gosta de traduzir e do contato com seus clientes e colegas. Você não está fazendo hidroginástica apenas porque tem que fazer, mas sim porque este se tornou um momento gostoso para vc.” E assim foi ela demonstrando o que vem acontecendo. Não sei, não... mas talvez tudo isto tenha a ver com a idade.

Pois é, Graça, você soube juntar todas essas migalhinhas de vida e mostrar algo que ninguém, nem eu mesma conseguia enxergar.

Não posso me queixar da vida. Como assim, dirão alguns? Só os tolos se consideram felizes e acham que a vida é boa. . Razões para eu considerá-la boa? Tenho-as de sobra. Filhas maravilhosas, marido bom e compreensivo, boa saúde, bonitona, amigos fiéis, meu próprio trabalho me dá prazer, faço um monte de coisas que gosto de fazer ... e pretendo fazer ainda mais... Então, isso não basta?

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Minha filhas... meu orgulho

Tenho imenso orgulho de minhas pimpolhas, Joaninha e Bia.

São duas pessoinhas lindas, de caráter, inteligentes .. e olhe que não sou coruja! J

Joaninha vai de vento em popa em sua carreira, pacientes não lhe falta, e esta semana será a inauguração de seu novo consultório. Isso mesmo sexta-feira, Joaninha do alto de seus 28 anos, já com um mestrado na mão irá inaugurar, com seus sócios, seu consultório que faz parte do Paradigma, um núcleo de análise do comportamento e de formação do profissional para a atuação em várias áreas da Psicologia.

Bia, a considerada a "netinha de Alberto Dines" trabalhou durante anos para o Observatório da Imprensa antes de se mudar para a Inglaterra. Embora continue trabalhando para a Wolters Kluwer em Londres, vez por outra pega algum trabalho como "freelancer" para o Observatório da Imprensa. Na semana passada ela escreveu um artigo escelente, que que revelou mais uma vez toda a sua perspicácia. Quem quiser, veja!

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=392MON019

http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=392MON020

Então... acho que não é à toa que tenho um orgulho imenso de minhas filhas!